Robótica: uma indústria cada vez mais do presente

Robótica: uma indústria cada vez mais do presente

Parece uma ideia saída de um filme de ficção científica, mas é mesmo a realidade: os robôs fazem cada vez mais parte das nossas rotinas diárias. E a tendência é para que a sua presença se acentue ainda mais nos próximos anos.

 

Robótica: uma indústria promissora

A robótica é a conjugação entre tecnologia, engenharia e ciência com o objetivo de replicar na perfeição, e de forma autónoma, várias atividades humanas, em especial as rotineiras.

Globalmente valorizada em 62,75 mil milhões de dólares em 2019, estima-se que a indústria da robótica venha a valer 189,36 mil milhões de dólares em 2027, o que corresponde a uma taxa composta anual de crescimento de 13,5%. É, também por isso, amplamente considerada uma das indústrias mais promissoras do século XXI.

As vantagens da robótica são inequívocas: permite aumentar a produtividade industrial, ganhar escala e ainda libertar capital humano para outras atividades.

No entanto, os robôs não estão apenas nas fábricas. Convivem e coabitam connosco. E a tendência é para que continuem a crescer em valor e sofisticação, ganhando uma presença quotidiana cada vez mais assídua.

 

Como a robótica tem revolucionado o nosso quotidiano

Já não é ficção. Na última década os robôs passaram a interagir diretamente com os humanos: fazem limpezas e até gerem depósitos. Mas estas são apenas algumas das tarefas que podem fazer por nós.

Saúde: assistência em cirurgias

Não é novidade que os robôs de microcirurgia representam avanços importantes na realização de cirurgias de alta precisão, como as neurológicas, oncológicas e cardiovasculares. Contudo, a utilização da robótica em saúde apresenta importantes vantagens adicionais.

O aumento do número de procedimentos cirúrgicos com assistência robótica reduz os riscos de erro humano. Ao mesmo tempo, esta tecnologia permite uma recuperação mais rápida e um menor tempo de internamento.

Não admira, portanto, que esteja previsto um crescimento deste mercado de 6,7 mil milhões de dólares em 2020 para 11,8 mil milhões de dólares em 2025.

 

Saúde: limpeza e transporte

As áreas de limpeza e transporte em infraestruturas de saúde têm também recebido uma preciosa ajuda da robótica. Referimo-nos, mais particularmente, a robôs não tripulados que se deslocam sem qualquer intervenção humana.

Além da autonomia, estes equipamentos têm-se revelado mais eficazes na desinfeção de espaços, sobretudo nas salas de cirurgia.

Por sua vez, nos serviços de transporte, destaca-se o Saviok Relay, desenvolvido pela Swisslog Healthcare, o primeiro robô autónomo inteligente de transporte de medicamentos e outros materiais críticos em hospitais.

 

Robôs domésticos

A presença da robótica estende-se também à vida doméstica. Os robôs domésticos mais comuns são os de limpeza. Estima-se que, em 2025, este segmento chegue a valer 6,2 mil milhões de dólares, maioritariamente graças a eles.

Deste segmento fazem parte marcas conhecidas como a LG ou a Samsung. Mas existem também outras marcas totalmente especializadas na robótica doméstica, como são os casos da iRobot, Neato Robotics, ILIFE Robotics Technology ou Ecovacs Robotics.

Todavia, os robôs domésticos não se limitam às limpezas. Atualmente, existem já dispositivos orientados para a comunicação, para o entretenimento e até para a culinária, através de cozinheiros virtuais.

A Moley Robotics apresentou recentemente, na Consumer Electronics Show (CES), o primeiro robô que não só cozinha de forma autónoma como faz as respetivas limpezas no final do processo.

 

Mobilidade mais autónoma

Os veículos de transporte autónomos são outra das potencialidades da robótica. Embora ainda seja necessária uma melhoria no que se refere à consciência situacional dos veículos para evitar acidentes, a condução autónoma será o futuro em matéria de mobilidade.

A prová-lo estão os investimentos feitos em robótica por fabricantes de automóveis como Tesla, Hyundai, ToyotaAudi e Ford, que já procuram desenvolver veículos elétricos aéreos. Algo que a General Motors já conseguiu. O conceito chama-se Cadillac eVTOL e é totalmente autónomo.

A robótica também é vista como uma oportunidade para os fabricantes de automóveis diversificarem a sua oferta e passarem a produzir outros veículos autónomos como drones, robôs de entregas e veículos que melhorem a mobilidade dos idosos.

Consciente de todo este potencial, a Hyundai anunciou há pouco tempo a compra de uma participação de 80% na fabricante de robótica Boston Dynamics da SoftBank.

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