Robótica e automação: uma tendência em crescimento

Robótica e automação: uma tendência em crescimento

Cada vez mais presente na indústria, na logística e na agricultura, a robótica está a impulsionar a quarta revolução industrial. As previsões indicam que a tendência veio para ficar.

 

A robótica na indústria

Espera-se que, até 2022, quase dois milhões de robôs industriais sejam instalados em fábricas em todo o mundo. E razões não faltam para que a procura por robôs não pare de crescer.

Através destes dispositivos mecânicos inteligentes, tarefas perigosas, repetitivas ou que exijam um elevado grau de precisão já não precisam de ser executadas por pessoas.

Adicionalmente, as empresas podem ainda contar com a redução do desperdício e dos custos operacionais e o aumento da produção, da produtividade e da qualidade.

De acordo com a Global Market Insights, ganha destaque a robótica automóvel que pode crescer quase seis mil milhões de doláres até 2024. A ABB, a Yaskawa e a Kuka estão entre os principais fornecedores.

 

A robótica na logística e no comércio eletrónico

Veículos automáticos e autónomos prometem revolucionar o transporte e a gestão de mercadorias e de encomendas. Na verdade, o armazenamento, a movimentação de mercadorias e o processo de embalamento podem ser feitos por robôs 24 horas por dia.

O IRB 390 FlexPacker, lançado pela ABB, é apenas um exemplo. Este robô é capaz de fazer o embalamento e de criar embalagens personalizadas.

A FedEx criou um robô de entregas totalmente autónomo, que já passeou pelas ruas de Nova Iorque. E não é caso único. Empresas como a Panasonic e a Rakuten, uma das maiores empresas de comércio eletrónico, projetaram os seus próprios robôs para entrega de encomendas de forma autónoma.

A Amazon, por sua vez, tem vindo a fazer dos robôs logísticos um investimento estratégico. Em 2012 a empresa comprou a Kiva System, especialista na produção de robôs móveis de armazém, que deu origem à Amazon Robotics. Desde então, a tecnológica tem vindo a comprar outras startups, como foi o caso da Canvas Technology em 2019.

Este ano, prepara-se abrir um centro de inovação em robótica, um investimento de 40 milhões de dólares, para continuar a desenvolver este ramo de negócio e afirmar-se no setor.

 

A robótica na agricultura

A robótica também promete contribuir para revolucionar a agricultura. Em breve pode ser possível utilizar drones para supervisionar e tratar plantações. Mas a inovação não fica por aqui.

Atualmente, existe já a possibilidade de cultivar campos com tratores não tripulados. Além de serem mais pequenos, são também mais seguros e operacionais.

Também os braços robóticos se apresentam como uma ajuda preciosa para fazer face à disponibilidade de mão-de-obra durante as colheitas sazonais.

Neste sentido, várias startups estão a trabalhar no desenvolvimento de robôs para a agricultura, como é o caso da Xihelm. Esta empresa desenvolveu o Eagle, um robô que utiliza inteligência artificial para localizar frutas maduras e engenharia de precisão para as colher.

 

Tendências no setor

Os principais desafios do setor residem na automação, no aprimorar da programação e dos algoritmos e na incorporação de inteligência artificial. Mas as possibilidades são imensas.

  • Robôs colaborativos
    Partilham espaços comuns de trabalho e complementam tarefas sequencialmente como uma equipa homem-máquina. Estes robôs oferecem aplicações de voz, gestos e reconhecimento da intenção do movimento humano.

  • Maior precisão e eficiência
    Isto é possível graças à conetividade obtida através da internet das coisas (IoT). Ou, melhor, da internet industrial das coisas (IIoT), que está a influenciar decisivamente a forma como as empresas gerem os seus ativos físicos.

  • Introdução da robótica nos pequenos negócios
    Alargamento da robótica às pequenas fábricas, o que se pode traduzir em maior segurança, produção e qualidade.

  • Aumento da integração
    A automação torna possível registar dados e informações de vários sistemas e, desta forma, manter toda a estrutura industrial integrada.

  • Robôs sociais
    Também conhecidos como robôs “humanoides”. O exemplo mais famoso é a Sophia, uma mulher-robô criada em 2016 pela Hanson Robotics. A empresa planeia produzi-los em massa até ao final de 2021.

 

Porquê investir em robótica?

É inquestionável que existe uma procura crescente por robôs em vários domínios industriais. A China é, aliás, a principal força motriz nesta procura que a International Federation of Robotics estima que quadruplique nos próximos 10 anos.  

No entanto, este é um setor cíclico que está sujeito às flutuações da produção industrial e bastante ligado à economia chinesa, o que faz com que deva ser visto como um investimento de longo prazo.

Para ganhar exposição ao setor, pode adquirir ações de fornecedores de robôs ou de software de programação/automação.

Investir num ETF, como o ROBO Global Robotics and Automation, também é uma opção. Esta é uma alternativa para evitar o processo de escolha e acompanhamento individual de diferentes títulos.

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