Indústria farmacêutica: como investir estrategicamente

Indústria farmacêutica: como investir estrategicamente

Ter uma vacina capaz de conter o novo coronavírus tornou-se um desejo coletivo e a indústria farmacêutica encontra-se na linha da frente para conseguir a tão almejada cura, esperando-se que a venha a produzir em quantidades suficientes e acessíveis a todos. Esta expectativa tem estado a mover os investidores para este setor considerado de refúgio.

As melhores previsões apontam para que, no prazo de 12 a 18 meses, chegue ao mercado uma vacina para a COVID-19. E parecem haver razões para estar otimista:

  • Através da fundação com o seu apelido, Bill e Melinda Gates já doaram 2,5 mil milhões de dólares para esta causa e têm procurado estabelecer pontes de diálogo e cooperação entre as maiores empresas do setor, permitindo testar o maior número de compostos antivirais.
  • Oito das 100 candidatas a vacinas que foram criadas até ao momento já começaram a ser testadas em humanos.
  • O Instituto de Israel para a Investigação Biotecnológica anunciou ter desenvolvido um anticorpo que ataca e neutraliza o novo coronavírus. A mesma entidade abriu a possibilidade de produzir este anticorpo em escala.

 

O apelo da indústria farmacêutica entre investidores

O setor farmacêutico centra maioritariamente a sua atividade na investigação e produção de fármacos e vacinas. Enquanto investimento, é muitas vezes apelidado de “setor de refúgio”, dadas as menores oscilações bolsistas das empresas que o compõem face a índices de referência como o S&P 500.

No primeiro quadrimestre de 2020, algumas empresas deste setor registaram mesmo valorizações expressivas, em claro contraciclo com o que se verificou no mercado. Em comum, têm o facto de terem anunciado avanços na descoberta da vacina para o vírus.

Desempenho em bolsa de algumas farmacêuticas vs. índice S&P 500 (janeiro a abril de 2020)

Além da expectativa de elevados retornos quando o fármaco para a COVID-19 chegar, há outros fatores que tornam esta indústria apelativa para os investidores:

  • O envelhecimento populacional tem impulsionado o crescimento sustentado do mercado do medicamento, parecendo assegurar bons retornos no longo prazo.
  • O comportamento deste mercado é anticíclico, já que as despesas com medicamentos permanecem estáveis durante períodos de crise.
  • A indústria farmacêutica tem uma política de dividendos consistente.

 

Investir, mas com diversificação

Se as características da indústria farmacêutica, o seu atual desempenho bolsista e as expectativas de retornos futuros – em especial para quem descobrir a vacina – lhe parecem razões suficientes para investir, existem duas grandes formas de o fazer: pode adquirir ações individuais ou ganhar exposição ao setor de um modo mais transversal, através de mecanismos que lhe permitam potenciar retornos e mitigar riscos.

Das duas estratégias, uma aparenta ser substancialmente mais eficaz. Basta pensar que é impossível antever neste momento quem irá descobrir a vacina. E que é igualmente inviável comprar ações de todas as empresas do setor. Isto significa que investir diretamente em ações, esperando “acertar” na empresa certa, pode ser o equivalente a encontrar uma agulha num palheiro – por outras palavras, é um investimento de risco elevado.

Por outro lado, ao investir em mecanismos que cobrem vários ativos estará a investir na diversificação do seu portefólio e, consequentemente, a maximizar as possibilidades de sucesso. Pode seguir esta estratégia através de dois ativos específicos:

  • Fundos de investimento
    Com um único investimento, os fundos permitem-lhe ganhar exposição a um lote significativo de empresas do setor da saúde, que podem ser de diferentes dimensões e áreas geográficas. Tenha em conta que estes ativos compreendem comissões e exigem um montante mínimo para o investimento.

  • Exchange-traded funds (ETF)
    Outra possibilidade são os ETF ligados aos universos de biotech e healthcare. Estes instrumentos são negociados em bolsa como se de ações se tratassem e, embora não sejam multiativos, representam conjuntos de vários títulos que procuram replicar o comportamento de um índice de referência do setor. Têm como principais vantagens a liquidez e as comissões reduzidas (comparativamente com os fundos).

  • Conheça o Fund Mix Saúde do BiG, que lhe dá a possibilidade de ter uma carteira diversificada de fundos que investem em ações de empresas do setor da saúde.

    Explore os fundos selecionados pelo BiG e invista num lote diverso de empresas que atuam na área da saúde.

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