Fundos e ETF: o que os distingue?

Fundos e ETF: o que os distingue?

Falar em fundos de investimento e em exchange trade funds (ETF) pode parecer um bicho-de-sete-cabeças, mas essa complexidade desvanece se traçarmos uma comparação simples com o que acontece nos supermercados.

Interessa, para já, que retenha a seguinte ideia: com a evolução tecnológica, muitos operadores de caixa foram substituídos por caixas registadoras self-service, de modo a evitar filas e dar total autonomia ao cliente. De que forma isto é relevante para compreender os conceitos de fundos de investimento e ETF? Veremos um pouco mais à frente.

Uma coisa é certa, em ambos os casos falamos de investimento em fundos. Porém, investir em fundos convencionais e em ETF não é bem a mesma coisa. Enquanto quem investe em fundos pretende ultrapassar os valores do mercado, quem opta por ETF procura ter um desempenho igual ao de um determinado índice. Confuso? Então vamos retomar o exemplo inicial.

Os fundos de investimento são como os supermercados tradicionais: é necessário um funcionário para fazer a conta ao cliente e acondicionar eficientemente os produtos no saco. Neste cenário mercantil, tal como na compra de fundos, é necessária a existência de um gestor para gerir os ativos financeiros em questão.

Os ETF, por sua vez, são como as caixas self-service que cada vez mais encontramos nas grandes superfícies comerciais, na medida em que dão autonomia ao investidor: não é preciso um especialista para gerir, analisar e fazer as transações.

Para quem, em momentos de maior incerteza, prefere ter um ombro amigo que aconselha e possa olhar para as quotas de mercado com outros olhos, os convencionais fundos de investimento poderão ser uma opção a considerar. Se, por outro lado, dispensa a ajuda de um gestor, poderá optar por investir em ETF, onde não paga essa comissão e garante a imparcialidade de uma máquina (os ETF replicam o índice da bolsa sem influências de opinião ou análise de mercado).

 

Fundos e ETF: em que outros aspetos diferem?

São vários os tipos de fundos e ETF disponíveis no mercado, o que nos leva a destacar uma das principais características de ambas as classes de ativos: a diversificação.

Esta é uma característica essencial dos dois tipos de ativos, embora, no caso dos ETF, seja limitada pelo índice que se pretende replicar – por exemplo, se o índice copiado é o PSI20, significa que a diversificação dos ativos se fica pelas 20 empresas que compõem o principal índice português. Além disto, o ETF não é um multiativo, o que significa que não permite, através de um único fundo de investimento, que o investidor consiga investir em ações, obrigações e outros diferentes ativos.

Podemos ainda dizer que os dois ativos diferem nas seguintes variáveis:

 

Conclusão

Sejam quais forem os seus objetivos enquanto investidor, lembre-se de que existem diferentes formas de investir em fundos, que se adaptam perfeitamente ao seu portefólio de investimentos. Assim, pode optar pelas vantagens proporcionadas pela opção mais convencional ou pelos ETF.

Sugestões

Receba a nossa newsletter

Fique a par das últimas novidades do BiG e receba periodicamente os nossos conteúdos.