COVID-19: novos riscos e oportunidades nos mercados financeiros

COVID-19: novos riscos e oportunidades nos mercados financeiros

Entre 21 e 23 de abril, o BiG organizou um ciclo de sessões digitais, as BiG e-Talks, que ofereceram informação exclusiva e de qualidade sobre os efeitos do novo coronavírus nos mercados financeiros. Reveja os conteúdos apresentados.

João Calado, Head of Research, apresentou a e-talk dedicada ao impacto que a COVID-19 está a ter no mercado de ações, destacando que, embora a atual crise possa parecer especialmente assustadora, a verdade é que o mundo já passou – e ultrapassou – momentos bem mais complicados. “As crises são inevitáveis e fazem parte dos ciclos económicos”, referiu, antes de apontar as empresas tecnológicas e de saúde como as mais resilientes perante a atual pandemia e de recordar que as crises também podem representar oportunidades de compra.

 

 

João Lampreia, Chief Investment Strategist, apresentou a e-talk dedicada às principais divergências estruturais em tempos de COVID-19. O especialista enumerou quatro decouplings – entre mercados e economia, entre classes de ativos, entre equities e entre geografias – que nos conduzem a quatro importantes questões: os ativos financeiros poderão refletir depressão económica?; será realmente importante a falta de visibilidade sobre os resultados das empresas?; ainda interessam os níveis de avaliações das empresas?; e qual será a verdadeira extensão e duração dos danos da quarentena?

 

 

 

Rui Broega, Diretor Coordenador de Asset Management, apresentou a e-talk sobre como alocar ativos num mundo pós-COVID-19. Percorrendo os últimos 148 anos, o analista encontrou apenas 11 ocasiões em que os índices de ações perderam mais de 25% do seu valor, e em sete destas ocasiões os investidores conseguiram recuperar todas as perdas em menos de dois anos. Se o mesmo vai acontecer perante o atual contexto é algo que dependerá de como será a recuperação: em formato de “U” num cenário base, de “V” num cenário bull ou de “L” num cenário bear. O que obriga a diferentes estratégias de alocação.

 

 

 

Eduardo Nunes, Multi Asset Sales Trader, apresentou a e-talk sobre oportunidades de trading em ações e matérias-primas no novo contexto da COVID-19. De acordo com o analista, a pandemia originou três fases distintas: fase de pânico e liquidação, fase de bounce rebound e uma fase ainda por conhecer, de sentido mais bullish ou mais bearish. Analisou depois, de forma técnica, os casos específicos de Amazon, Alibaba, Twitter, Berkshire Hathaway, Disney, Cintas, Boeing, Airbus, BNP Paribas, o setor da saúde e os mercados do ouro, do petróleo e do cobre.

 

 

João Lampreia, uma vez mais, e Gonçalo Correia, Trader, apresentaram a e-talk dedicada às obrigações, nomeadamente às principais oportunidades e à sua gestão de risco na era da COVID-19. Os analistas concordaram que ainda é difícil avaliar o verdadeiro impacto económico da pandemia, mas os dados do FMI apontam para uma queda do PIB mundial a rondar os 3%, estimando-se que as economias emergentes deverão sofrer menos do que as economias avançadas, como é o caso de Portugal.

 

 

Agradecemos a todos os que se inscreveram e estiveram connosco em cada uma destas sessões e convidamo-los a estarem atentos aos webinars e eventos futuros no site do BiG.

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