Conhecer a fundo: Fundos de Investimento

Conhecer a fundo: Fundos de Investimento

Se tem o investimento no seu horizonte, então talvez já tenha ouvido falar na procura da diversificação – a estratégia de eleição dos mais ricos do mundo – e numa determinada classe de ativos que são os fundos de investimento, uma das formas mais fáceis de diversificar o seu portefólio. Sabe o que são?

Imagine um saco, que transporta algo. Se não for transparente, é impossível saber o que o saco leva. Pode conter dentro de si maçãs, livros ou até barras de ouro. Um fundo pode assemelhar-se a uma espécie de saco. Pode conter dentro de si ativos diversos como ações, obrigações ou matérias-primas, por exemplo. Só saberá se o examinar com detalhe.

Agora imagine que está em casa com um grupo de amigos e que um deles é incumbido de passar pelo supermercado para comprar mantimentos para o jantar de todos. Quando regressa a casa, com um saco cheio de compras, analisam a conta e dividem-na por todos, da mesma forma que dividirão o jantar. Parece-lhe um cenário natural, certo?

Com os fundos de investimento a lógica é a mesma. Um grupo de investidores junta-se para investir num determinado tipo de ativos e o fundo que os engloba é gerido por uma entidade financeira especializada. No final, dividem os rendimentos.

A analogia é de um financial advisor americano (Stephen Reh: “The Bag Analogy”) e exemplifica na perfeição o que são estes instrumentos financeiros. Mas há mais a saber.

Afinal, que tipos de fundos existem?

A forma mais habitual de distinguir os vários fundos de investimento existentes é de acordo com o segmento de ativos em que operam. Os mais comuns são:

  • Fundos de tesouraria
    Compostos por depósitos a prazo, certificados de depósito, bilhetes do Tesouro, etc.
  • Fundos de ações

Compostos apenas por ações.

  • Fundos de obrigações
    Compostos apenas por obrigações.
  • Fundos mistos
    Compostos por um misto mais ou menos equilibrado de ações, obrigações e outros ativos.
  • Fundos de fundos

Compostos por participações em vários fundos de investimento.

Adicionalmente, os fundos podem ter ativos de uma única zona geográfica ou até de uma indústria, entre outros âmbitos, permitindo-lhe diversificar a carteira a partir de um único instrumento financeiro.

Porquê investir em fundos, então?

Enquanto instrumentos de investimento coletivos, os fundos oferecem várias vantagens:

  • Facilitam consideravelmente o acesso a oportunidades diversificadas
    Basta imaginar o tempo e o esforço exigidos a quem decidisse comprar individualmente todos os instrumentos, ativos, setores e geografias que os constituem. Além disso, controlam mais eficazmente o risco e têm baixos custos de transação.
  • São geridos por profissionais experientes

Contam com a gestão de profissionais informados e especializados que procuram uma rentabilidade adequada ao perfil de risco da carteira e acedem mais facilmente a oportunidades interessantes no mercado nacional e internacional. A vantagem é valiosa, embora possa naturalmente implicar comissões de gestão superiores à de outros ativos.

  • São instrumentos de elevada liquidez

O reembolso é geralmente mais rápido relativamente a outros ativos, seja nos fundos abertos ou fechados.

 

Como escolher os fundos de investimento certos para si?

Antes de mais, procure recolher o máximo de informação disponível sobre o fundo. Para o ajudar nesta missão, existe o KIID (documento com Informações Fundamentais Destinadas aos Investidores), que resume as principais características de cada fundo e outras informações de suporte que se debruçam sobre questões importantes, tais como: 

  • Qual é o montante mínimo para investir?
    O investimento em fundos é medido através de Unidades de Participação (UP) e, na maior parte dos casos, uma UP não lhe custará mais do que 100 euros. Existem, contudo, casos em que a subscrição de um fundo implica um número mínimo de UP, e existem igualmente casos em que é possível deter UP fracionadas.
  • Qual é o risco e a rentabilidade?

Entre o período de subscrição e o período de resgate, o valor do fundo vai naturalmente oscilando. No final, espera-se que atinja um determinado rendimento. É importante que saiba qual é, até para perceber se o investimento condiz com os seus objetivos (e sobretudo com o seu perfil de risco). Analise com detalhe o nível de risco do fundo que pretende subscrever (todos os fundos estão categorizados numa escala de risco/rentabilidade de 1 a 7) e não se esqueça: as rentabilidades passadas não constituem um indicador fiável de rentabilidades futuras.

Analise cuidadosamente esta informação e cruze-a com outros dados importantes antes de avançar para a escolha do fundo, nomeadamente:

  • Historial e desempenho

Qual é o track record do fundo? E da equipa que o gere?

  • Custos e ratings

Quais são a dimensão e estrutura agregada de custos do fundo? Quais são as classificações atribuídas por instituições independentes?

No final, e nunca é demais reforçar, decida sempre informado. E se optar por “delegar” a carteira, optando por um veículo de investimento fácil que lhe poupa tempo e esforço e recorre à análise de especialistas, encontre o seu fundo ou fundos de eleição no supermercado de fundos mais próximo. Aí poderá escolher ou aconselhar-se sobre a melhor solução de investimento em fundos para si.

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