Como a digitalização está a mudar o mundo

Como a digitalização está a mudar o mundo

A digitalização veio mesmo para ficar. Já nem sequer precisamos da carteira porque podemos usar uma app do Governo para guardar os nossos documentos. Mas este exemplo é só a ponta do icebergue da mudança disruptiva que está a acontecer. 

 

O crescimento da digitalização e as mudanças no quotidiano

A digitalização surge aquando da aplicação da tecnologia em empresas e organizações com claras vantagens e novas oportunidades de negócio. Estima-se que este mercado cresça 16,5% por ano até 2025. 

De facto, a digitalização traz mudanças para todos. Um bom exemplo desta transformação são os pagamentos digitais, realizados através de MB WAY e outras tecnologias contactless, que já fazem parte do quotidiano das pessoas e exigem uma rápida adaptação por parte de empresas e negócios.

Mas existem outros exemplos, como as máquinas de self check-in nos aeroportos, as caixas de pagamento automático nos supermercados ou mesmo a massificação das teleconsultas e do teleatendimento.

 

Drivers da transformação digital

Internet 5G

Este ano esperam-se avanços na implementação da rede 5G, o que irá melhorar significativamente a infraestrutura de telecomunicações mundial e abrir a porta a um grande número de oportunidades e possibilidades.

Empresas como a Samsung, Apple, Xiaomi e Motorola estão a trabalhar com a Qualcomm, líder no 5G para oferecerem telemóveis com esta tecnologia.

Por outro lado, empresas como a Huawei, Nokia Networks e Ericsson estão focadas em apoiar os operadores na implementação de infraestruturas de ponta no menor espaço de tempo possível.

Mas a disrupção desta tecnologia vai além dos telemóveis. Os carros autónomos ou a massificação da Internet das Coisas (IoT) podem vir a tornar-se realidade graças ao 5G.

Esta tecnologia oferece uma velocidade 100 vezes superior às redes atuais e milhares de conexões simultâneas. Isto permite, por exemplo, novas oportunidades no segmento logístico por via da telemática avançada, que teve um boomno contexto atual, mas sobretudo ao nível da interligação de todos os dispositivos que estão presentes no nosso dia-a-dia.

No caso da logística podemos esperar inovações como entregas porta-a-porta feitas por drones ou veículos autónomos e uma melhor gestão de frotas de longo curso. Tudo para que a experiência de compra online seja cada vez mais imediata e menos penalizadora em termos de tempo face uma compra física.

Já no caso do IoT, o 5G vai permitir que as nossas casas fiquem ligadas constantemente à Internet e seja possível aceder a serviços como a ligação de aparelhos de forma remota, assistência remota em caso de avarias ou mesmo a realização de compras automáticas através do frigorifico (capaz de detetar que os nossos produtos preferidos estão a acabar).

Tudo isto vai oferecer novas oportunidades aos consumidores, mas sobretudo um enorme leque de oportunidades a empresas, que passam a ter uma ligação constante com os consumidores que não se esgota num único ato de compra.

 

Automação e inteligência artificial

A robótica e a programação de algoritmos procuram impulsionar a eficiência operacional e melhorar a precisão e a produtividade em áreas tão diferentes como a indústria, a logística, a agricultura, a saúde ou os transportes.

 

Big data e business intelligence

As empresas começaram a incorporar estas tecnologias para obter informações em tempo real, personalizar as suas ofertas e melhorar a produtividade.

Temos assistido, por exemplo, a uma explosão das Plataformas de Dados de Clientes, mais conhecidas por CDP. Estas ferramentas permitem recolher, selecionar e organizar dados de várias fontes, categorizando-os e tornando-os utilizáveis para quem queira aceder à informação.

Empresas como a Adobe, SAP, Oracle, e Microsoft têm investido neste segmento para poderem fornecer novas CDP que permitam uma visão mais completa dos consumidores.

Há também players que estão a usar estes serviços para otimizar os seus negócios e oferecerem uma melhor experiência ao cliente.

É o caso da Amazon, que não dispensa estas tecnologias para “entender os clientes”. É graças à quantidade de dados que recolhe sobre as preferências dos consumidores que a empresa consegue antecipar melhor as tendências de consumo e assim ajustar a sua oferta com o objetivo de minimizar ruturas ou overstock de produtos com baixo potencial de rotação.

Da mesma forma, esta tendência permite a criação de restaurantes e supermercados que apenas existem virtualmente, os chamados dark supermarkets e dark kitchens. São já uma realidade em crescimento por toda a Europa e representam desafios para os operadores instalados, mas oportunidades para novos players e para os consumidores.  

 

Cibersegurança

Com a pandemia, a segurança cibernética tornou-se ainda mais relevante, especialmente devido ao aumento significativo de ciberataques em todo o mundo como consequência de uma explosão na adoção de tecnologias digitais, particularmente as ligadas aos pagamentos.

Neste âmbito, a Fortinet e a Cisco estão a desenvolver firewalls mais sofisticadas. Ao mesmo tempo, a Microsoft tem reforçado a segurança no serviço de clouding. Já a Alibaba e a Google, por seu turno, estão empenhadas em desenvolver novos protocolos de segurança mais robustos.

O recurso ao blockchain, redes neuronais e deep learning são formas ainda mais robustas de prevenir fraudes.

Por exemplo, a tecnologia blockchain conhecida por garantir a segurança nas transações de moedas virtuais, proporciona a salvaguarda da identidade do usuário, transações e infraestruturas, através de processos transparentes.

Já as redes neuronais e a tecnologia deep learning são o melhor da inteligência artificial aplicada à cibersegurança. Oferecem níveis de proteção anti-hackers muito mais elevados e detetam casos de malware antecipadamente.

Esta consciência levou a Sophos, que desenvolve softwares avançados de segurança, a criar o Intercept X com base nessas tecnologias. Esta ferramenta oferece níveis de proteção nunca antes vistos.

 

Cloud computing

As empresas estão a optar por servidores virtuais e cada vez mais dependentes de serviços online, o que tem levado ao crescimento da procura por serviços de nuvem mais seguros, robustos e adaptados às necessidades dos negócios.

Neste sentido, empresas como Amazon, AWS, Azure, IBM e Oracle têm estado a desenvolver nuvens híbridas totalmente adaptadas às necessidades de cada empresa.

A “nuvem” tem ainda mais relevância para Pequenas e Médias Empresas, que têm recursos mais limitados. Esta tecnologia fornece-lhes uma solução de armazenamento de informação de baixo custo.

Um exemplo é a possibilidade de usufruir do Software as a Service, mais conhecido por SaaS. Permite aceder a aplicações e software que não estejam instalados localmente, de modo a poupar espaço – e não requer a utilização de computadores sofisticados. Todas estas vantagens permitem obter ganhos de produtividade significativos. 

A título de exemplo, a Microsoft acabou de anunciar uma nova versão do Windows que corre inteiramente na cloud, em qualquer tipo de smartphone ou computador e que dispensa instalação. Esta tecnologia traz maior flexibilidade às empresas na gestão do seu parque de computadores e uma nova fonte de revenue para o gigante do software, que aposta cada vez mais em serviços de subscrição e cada vez menos em vendas oneshot.

 

Trabalho cada vez mais remoto

Como é sabido, o teletrabalho favorece o crescimento das plataformas de videoconferência, como o Zoom, Webex, Microsoft Teams, entre outras.

Mas não só. Está também a impulsionar a procura por sistemas de conectividade mais seguros como o software SD-WAN, produtos WFH e, claro, a venda de dispositivos vocacionados para o trabalho a partir de casa.

SD-WAN, que significa Software-Defined Wide Area Network, é uma extensão da WAN que é controlada remotamente. É mais eficiente no desempenho, segurança e monitorização e acarreta menos custos. A Dell, Cisco, VMware e Minim estão entre os principais fornecedores destas soluções.

Há ainda outros softwares de acesso remoto direcionados para o WFH – working from home – que estão também a ser muito relevantes para impulsionar novos modelos de trabalho remoto e híbrido.

Um bom exemplo é a Splashtop, uma multinacional de IT especialista em software de acesso remoto, que utilizou os seus próprios produtos para que os seus colaboradores trabalhassem a partir de casa por força da pandemia.

   

Como beneficiar da digitalização?

A digitalização e a automação estão a criar a quarta revolução industrial. Uma revolução que traz disrupções sem precedentes.

Investir na quarta revolução industrial é possível através de um fundo de investimento com exposição à tecnologia, como é o caso do fund mix tecnologia disruptiva do BiG. Trata-se de um fundo que investe em setores tão variados como robots, inteligência artificial, streaming, marketing digital e redes sociais.

Receba a nossa newsletter

Fique a par das últimas novidades do BiG e receba periodicamente os nossos conteúdos.