9 dicas financeiras que passam de geração em geração

9 dicas financeiras que passam de geração em geração

Há saberes sobre poupança e investimento que passam de geração em geração e permanecem na memória coletiva. A transmissão desses saberes tem um importante papel na educação financeira dos mais novos e na sua relação com o dinheiro, consumo, poupança e investimento. Os pais, os tios e os avós podem ser verdadeiros modelos inspiradores, contribuindo para que as crianças tomem desde cedo boas decisões financeiras.

 

Uma moeda poupada é uma moeda ganha

Esta poderia ser a versão portuguesa da célebre frase de Benjamin Franklin: “A penny saved is a penny earned.” Esta máxima que até Warren Buffett chegou a ensinar aos seus filhos é um incentivo à poupança que ensina o valor do dinheiro, a importância de estabelecer prioridades e a necessidade de esforço para conquistar o que desejamos.

 

Preço e valor não são a mesma coisa

Apesar de parecerem coincidir, preço e valor são conceitos diferentes. É possível ter algo com um valor semelhante por um preço inferior. Estar ciente desta diferença permite refletir se valerá mesmo a pena pagar uma determinada quantia por um determinado bem, evitar o remorso das compras por impulso e tomar decisões mais assertivas e em conta.

 

Para viver bem deve gastar menos do que tem

“Não tenhas mais olhos do que barriga.” Soa-lhe familiar? Ter consciência de que não podemos ter tudo o que desejamos pode determinar o nosso sucesso financeiro: evita entrar numa espiral de dívidas, permite estabelecer prioridades com foco no que é essencial e ainda estimula a poupança no presente para ter algo melhor no futuro.

 

Uma almofada financeira hoje será muito útil amanhã

Criar o hábito de poupar sem ter em vista um objetivo específico de consumo, isto é, construir um pé-de-meia, pode dar muito jeito a longo prazo e trazer uma maior segurança e tranquilidade à sua vida. Os mais jovens devem aprender desde cedo que pode ser devido a esta almofada financeira ou ao seu próprio pé-de-meia que podem, por exemplo, estudar no estrangeiro.

 

O orçamento familiar deve ser participativo

Embora os filhos geralmente não paguem contas mensais, como a da água ou da luz, podem perfeitamente ser responsáveis pelo pagamento de despesas como a mensalidade do seu telemóvel ou participar no orçamento familiar. Os pais podem também ajudá-los a preparar o seu próprio orçamento que inclua os seus rendimentos e despesas fixas. Desta forma será mais fácil controlar os seus gastos e cultivar a autodisciplina financeira.

 

Dinheiro gera dinheiro

Uma boa razão para poupar é o “rendimento extra” que essas poupanças podem oferecer. Desde a capitalização de juros do comum depósito a prazo até ações, obrigações, fundos de investimento, PPR (e tantos outros mais) é possível, de acordo com o seu perfil de risco aplicar o seu dinheiro para gerar mais dinheiro. Esta noção de crescimento deve ser transmitida aos mais novos. Comece com uma conta-poupança e explique-lhes de que forma podem as suas poupanças gradualmente crescer.

 

É importante não colocar os ovos no mesmo cesto

Os diferentes produtos financeiros variam consoante o risco e a (potencial) rentabilidade que podem gerar. Defina uma estratégia de alocação de ativos e distribua os ovos por vários cestos, para minimizar o risco. Apostar em ativos que não estão diretamente correlacionados equilibra o risco do portefólio e garante maior segurança ao investir.

 

O mais importante é dar o exemplo

Voltamos ao início: as melhores lições que herdamos dos nossos pais e que podemos transmitir às próximas gerações estão no nosso próprio comportamento. Fazer escolhas financeiras mais acertadas começa sempre por uma atenta gestão das finanças pessoais, passando pela disciplina da poupança e posteriormente por uma rentabilização dessa mesma poupança, respeitando objetivos, horizonte temporal e perfil de risco de cada um.

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