7 investimentos resilientes em tempos de incerteza

7 investimentos resilientes em tempos de incerteza

Investir com sucesso em tempos de incerteza é uma missão impossível? Os chamados investimentos defensivos ou de refúgio – contracíclicos, resistentes às flutuações dos mercados e que tendem a valorizar mesmo em situação de crise – provam que é possível se optar por setores resilientes para diversificar investimentos. Conheça alguns.

 

Ouro

O ouro é um ativo de refúgio por excelência. Regra geral, o seu valor aumenta quando os mercados estão em turbulência, oferece melhores retornos ajustados ao risco e ainda protege contra a inflação.

O seu papel enquanto reserva de valor torna-o atrativo, razão pela qual a cotação deste metal precioso tem vindo a subir consecutivamente, prevendo-se que este ano a sua cotação ultrapasse 2000 dólares por onça, um recorde histórico.

Apesar disto, nem tudo o que valoriza é ouro. Também a prata e a platina têm estado a ganhar adeptos, ainda que tipicamente obedeçam a características diferentes do ouro.

 

Energias renováveis

O que torna o setor das energias renováveis mais resistente é a tendência de longo prazo relacionada com as alterações climáticas e a consequente necessidade de o mundo fazer uma transição energética.

Todas as estimativas apontam para que este seja um setor com futuro e com boas perspetivas de crescimento enquanto alternativa aos combustíveis fósseis e mais rentáveis, com um retorno estimado que pode chegar aos 800%.

 

Retalho

Os produtos essenciais para a vida diária mantêm, tipicamente, uma procura estável e independente do ciclo económico. Não é, por isso, de estranhar que o setor do retalho apresente retornos mais constantes.

Existem, no entanto, algumas propensões importantes dentro deste setor que devem ser tidas em conta. Os retalhistas digitais, por exemplo, apresentaram um crescimento explosivo, em torno dos 200%, desde o início da pandemia. Refletem, por isso, uma tendência de consumo que se tem vindo a consolidar com a adoção dos novos hábitos.

 

Cuidados de saúde

A procura por uma vacina capaz de conter o novo coronavírus tornou-se um desejo coletivo cuja concretização parece estar cada vez mais próxima.

Talvez por consequência, o setor farmacêutico tem vindo a registar desempenhos muito satisfatórios face a índices de referência como o S&P 500. O mesmo tem-se verificado em relação a empresas especializadas em biomedicina e biotecnologia.

A verdade, no entanto, é que, mesmo excluindo a realidade mais recente, o comportamento deste mercado é anticíclico. As despesas com medicamentos permanecem estáveis durante períodos de crise e o envelhecimento populacional sustenta, de forma duradoura, o crescimento do mercado do medicamento.

 

Tecnologia

Estima-se que, mesmo após o aparecimento de uma vacina eficaz contra o novo coronavírus, se manterão muitas das mudanças entretanto aplicadas pelas populações: no mundo laboral, na mobilidade, nas infraestruturas e no caminho com vista à implementação de cidades cada vez mais inteligentes.

A suportar todas estas alterações encontra-se a tecnologia, que assume, por isso, uma resistência especial à volatilidade. Aliás, a prová-lo está o facto de, mesmo durante a pandemia, gigantes do setor tecnológico como os FAANG continuarem a apresentar desempenhos muito acima do mercado.

Prevê-se, por isso, que a procura por novas tecnologias e serviços digitais e de cloud se manterão para lá dos principais efeitos da pandemia.

 

Outros investimentos

A par destas indústrias há ainda outros dois investimentos, tradicionalmente defensivos, que são vistos por muitos analistas como um porto-seguro: o dólar e a dívida soberana dos Estados Unidos.

 

  • DÓLAR

    Metade das transações do comércio internacional são realizadas em dólares. É a moeda-referência para a cotação de outras moedas, a moeda da maior economia do mundo e goza de uma elevada procura e credibilidade. Por conseguinte, apresenta flutuações de valor reduzidas e uma valorização consistente mesmo em situações de crise, o que faz dela um escudo protetor de muitas carteiras.

    A moeda mais forte do mundo pode, apesar disso, sofrer desvalorizações devido às injeções massivas de dinheiro na economia norte-americana para controlar os efeitos da pandemia. Nesse sentido, o japonês iene, outra das moedas mais utilizadas nas trocas internacionais, pode ser encarado como um safe haven alternativo para os seus investimentos.

 

  • DÍVIDA NORTE-AMERICANA

    A dívida norte-americana apresenta características únicas: é expressa em dólares, apresenta solidez (já que não há dificuldades em financiá-la), segurança e liquidez (graças ao número e diversidade de credores dos Estados Unidos).

    Estas características fazem com que as Obrigações do Tesouro norte-americanas tenham ratings elevados, ou seja, um reduzido risco de perder capital e rendimento. Por isso, estes títulos também são vistos como um reduto em tempos de crise.

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