5 lições de investimento a aprender com Warren Buffett

5 lições de investimento a aprender com Warren Buffett

Warren Buffett, o terceiro homem mais rico do mundo de acordo com a Forbes, é um dos mais célebres investidores da atualidade devido às análises e instintos certeiros e ao aparente talento para “fazer dinheiro”. Descubra algumas experiências deste guru dos mercados financeiros que ficou conhecido por não seguir o rebanho, pensando e investindo sempre “fora da caixa”.

 

Warren Buffett privilegia o longo prazo

Warren Buffett tem duas regras de ouro ao investir: “Regra número um: nunca perder dinheiro; regra número dois: nunca esquecer a regra número um.” É por isso que investe sobretudo no longo prazo. Baseia os seus investimentos no valor intrínseco das empresas e nos seus indicadores financeiros (como o nível de endividamento e a capacidade para gerar dinheiro em situações adversas). Posteriormente, e tendo um horizonte temporal alargado em mente, aguarda pela valorização das ações e pelos dividendos.

 

Warren Buffett transformou a Berkshire Hathaway numa holding

Se a base dos investimentos de Warren Buffett passa por comprar ações quando o seu preço está baixo – estratégia que, de resto, lhe valeu uma rentabilidade média de 22% ao ano durante os últimos 30 anos –, com a aquisição da Berkshire Hathaway o multimilionário americano fez mais do que isso: transformou uma empresa têxtil numa holding para fazer investimentos noutras empresas (ex.: na seguradora National Indemnity Company) e, através dos seus substanciais fluxos de caixa, financiar novas aquisições em diferentes setores. Entre os investimentos desta holding contam-se a General Motors, o Bank of America e a Coca-Cola.

 

Warren Buffett e uma oportunidade chamada Coca-Cola

Desde 1988 que Warren Buffett é acionista da Coca-Cola e, embora seja célebre o seu gosto por esta bebida, o investidor não deixou de lado a sua filosofia neste investimento. É que o crash que se fez sentir no mercado acionista em 1987 levou a uma venda massiva das ações a preços abaixo do seu valor intrínseco. Warren Buffett encarou isto como uma oportunidade fantástica para investir na Coca-Cola, que considerava não só uma empresa dominante no setor alimentar mas uma marca icónica e global, possuindo por isso vantagens competitivas sustentáveis que a fariam gerar dinheiro e dividendos a longo prazo. O americano não se enganou e acabou mesmo por obter ganhos médios de 11% em 27 anos.

 

Warren Buffett e a aposta de um milhão de dólares

Em 2007, Warren Buffett lançou publicamente o desafio: estava disposto a arriscar 500 mil dólares na premissa de que, num prazo de dez anos, o popular índice norte-americano S&P 500 obteria um desempenho superior aos hedge funds. Ted Seides, gestor da Protégé Partners, aceitou a aposta e aplicou o seu meio milhão num conjunto de hedge funds, escolhidos de acordo com diferentes estratégias.

A aposta não teve um bom arranque para Buffett. No ano de 2008, em plena crise do subprime, os hedge funds obtiveram um desempenho menos negativo. No entanto, dez anos depois, o índice S&P 500 tinha de facto superado largamente a rendibilidade do cabaz de hedge funds numa proporção de 125,8% contra 36,3%.

Esta experiência mostra que nem sempre as estratégias de trading ativo conseguem superar o mercado, sobretudo em períodos de bull market, porque a alta atividade de negociação diminui os ganhos. Isto justifica-se com os custos e comissões de negociação, que têm um impacto negativo adicional na carteira dos investidores, o que faz com que uma estratégia de investimento menos ativa (e low-fee) possa ter vantagens.

 

Warren Buffett e a complexa relação com empresas tecnológicas

Estudar a fundo o mercado e as empresas em que investe é outra das lógicas estruturais de investimento de Warren Buffett, que, no entanto, resistiu a investir em empresas na área da tecnologia por não entender como estas poderiam gerar lucro no longo prazo.

O americano foi, ainda assim, acionista da IBM (investimento que considerou um fracasso) e da Oracle (por um curto período de tempo). Empresas como a Google ou a Amazon permanecem fora do seu portefólio (embora tenha já referido algum arrependimento quanto a isto). E, no entanto, a Apple tem vindo a crescer na carteira de investimentos da Berkshire Hathaway. A razão? “Vejo a Apple como um negócio bastante diferente”, explicou.

Enquanto não é certo se esta será mais uma aposta certeira do multimilionário, serve seguramente de prova que Warren Buffett continua disponível para aprender. E para estudar e encontrar diferentes formas de rentabilizar dinheiro.

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